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Teologia mariana do século XIII ao XVII

O século XIII, entre muitos outros, o mais santo dos sábios e ao mais sábio dos santos, Tomás de Aquino soube louvar a Maria. Em 1273 ele compôs a explicação da Ave Maria. Deste modo discorre sobre a primeira parte da saudação de Isabel bendita sois vós entre as mulheres: "Três maldições foram proferidas por Deus contra os homens, por causa do pecado original. A primeira foi contra a mulher que traria seu filho no sofrimento e daria à luz com dores. A Bem-aventurada Virgem, porém, não está submetida a estas penas. Ela concebeu o Salvador sem corrupção, trouxe-o alegremente em seu seio e o teve na alegria. A Ela se aplica a palavra de Isaías: A terra germinará, exultará, cantará louvores (35,2). A segunda maldição foi pronunciada contra o homem: Comerás o teu pão com o suor de teu rosto (Gen. 3,9). A Bem-aventurada Virgem foi isenta desta pena.

Como diz o Apóstolo: Fiquem livres de cuidados as virgens e se ocupem só com o Senhor (1 Cor. 7,32-34). A terceira maldição foi comum ao homem e à mulher. Em razão dela devem ambos tornar ao pó. A Bem-aventurada Virgem disto também foi preservada, pois foi, com o corpo, assunta aos céus. Cremos que, depois de morta, foi ressuscitada e elevada ao céu. Também se lhe aplicam muito apropriadamente as palavras do Salmo 131,8: Levanta-te, Senhor, entra no repouso; tu e a arca da tua santificação".

O século XIV destacou-se um santo franciscano com datas marcantes de sua vida ligadas a Maria: São Bernardino de Sena. Ele nasceu no dia da festa da Natividade da Santa Virgem em 1380, tomou o hábito dos Frades Menores neste mesmo dia em 1402, pregou seu primeiro sermão nesta solenidade em 1404 e faleceu no mês de maio. É este santo que chamou a atenção para as sete palavras de Nossa Senhora no Evangelho. Duas tiradas do seu diálogo com o anjo: "Como se fará isto?" e "Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"; outras duas dirigidas a Isabel e a Deus, a saber, a saudação à sua prima e o Magnificat; duas quando falou a Jesus no templo de Jerusalém: "Meu filho porque fizestes assim conosco?

Eis que teu pai e eu aflitos te procurávamos" e em Caná: "Eles não têm mais vinho"; finalmente também em Caná aos servidores: "Fazei tudo que ele vos disser". Dom Hesbert, de Solesmes passou ao dominicano Pe. Pie Régamey comovente prece do século XV dirigida a Nossa Senhora, suplicando seu socorro à hora da morte. Atitude sumamente bíblica, uma vez que o próprio Cristo quis ter junto a si um anjo na sua agonia em Getsêmani.

É uma longa oração cuja primeira parte exprime a grande confiança em Maria que a permeia toda: "Ó mui infalível esperança, defensora e Senhora de todos aqueles que se voltam para Vós, gloriosa Virgem Maria, nesta hora na qual meus olhos serão agravados pela muito negra obscuridade da morte, de tal sorte que já não poderei ver a claridade deste século, nem poderei mover minha língua para Vos rogar e Vos chamar e meu mesquinho coração, que é tão débil, tremerá angustiosamente com o temor dos inimigos infernais e estará tão espantado que todos os membros do meu corpo estremecerão e se refugiarão no suor ante a angustiante morte, eu Vos suplico que então, muito afável e piedosa Senhora, me digneis olhar com misericórdia e me ajudar com vossa companhia e toda a corte celeste".

No século XVI surgiu a Ladainha Lauretana que centenas de fiéis a cada dia repetem e que a Igreja tem em tão grande estima. Ela fixa facilmente na memória os principais aspectos da assistência maternal de Maria e também seus mais notáveis títulos. É um colar de invocações honoríficas à Virgem Santa.

Não se trata de uma congérie de apelos inexpressivos. Pelo contrário, as grandes verdades bíblicas são recordadas com propriedade, tendo como referencial a maternidade, a virgindade, a mediação universal e a realeza de Maria. istingue-se no século XVII, entre tantos outros devotos da Mãe de Deus, Luiz Maria Grignion de Montfort, cujo "Tratado da verdadeira devoção à Santa Virgem Maria" incrementou nas almas piedosas o sentimento de uma profunda deferência para com a Santíssima Virgem e a consciência de sua maternidade espiritual para com os homens.

Na introdução Grignion de Montfort proclama: "É pela mui Santa Virgem que Jesus Cristo veio ao mundo, é também pela Santíssima Virgem que ele deve reinar no mundo". Assim a mariologia foi se enriquecendo também nestes séculos.

Côn. Vidigal
Professor no Seminário de Mariana - MG.



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