Untitled Document Bom dia, seja bem vindo! - Domingo,   -  
 
Dicas de Saúde / Psicologia
 
Geração Clausura
Visualizações : 1594
O canal de TV por assinatura “Discovery Kids” fez uma pesquisa no final de 2010 sobre os hábitos de 1.500 assinantes e comprovou fatos facilmente observáveis nas crianças atuais. Segundo essa pesquisa, apenas 15% das crianças com menos de 10 anos de idade andam nas ruas, enquanto 89% dos seus pais brincavam na rua e 77% iam a pé para a escola quando eram crianças.

Também 57% das crianças têm TV no quarto, 19% têm celular e 96% possuem computador com banda larga em casa, fazendo uso de jogos on-line para se divertir e dos sites de relacionamento social para conversar.
Evidentemente, a pesquisa é válida para classes sociais que possuem condições econômicas para pagar canais de TV por assinatura e constatou comportamentos presentes em um público que dificilmente anda de ônibus, mas, ao mesmo tempo, quantificou algo que percebemos na maioria dos lares: as crianças e adolescentes andam mais enclausurados em suas casas, conversando pelo computador, jogando videogame e derivados ou assistindo TV.

A violência nas cidades teve influência no comportamento acima, visto que os pais não têm mais segurança de deixar seus filhos brincando nas calçadas, tanto pelo trânsito, quanto pelos meliantes. Mas não foi só a violência a responsável, pois mesmo crianças que vivem em condomínios residenciais ou em prédios com áreas de lazer, usufruem muito pouco desses espaços.

Parece que há um atrativo nesse tipo de diversão que só ela é capaz de oferecer: são rápidos, dinâmicos, coloridos, multimídias, com recursos infinitos e inesgotáveis. As fases do videogame, as salas de bate-papo, os jogos medievais, os esportes virtuais; tudo é irresistivelmente possível, fazendo com que o fora fique pouco, pobre e cansativo. Assim, os jovens ficaram mais preguiçosos (e ganharam peso) e relutam em sair de casa, principalmente se for para programas familiares.

Quem nunca viu dois vizinhos trocando mensagens ao invés de atravessarem a rua? Dois amigos jogando lado a lado, cada um com seu eletrônico, ao invés de brincarem? Ou foi em um aniversário onde as crianças ficaram a festa toda em frente a uma tela, sem trocar conversa?

Os pais dessa geração, que brincaram na rua, andaram de ônibus, freqüentaram clubes e não viam a hora de crescerem para sair com os amigos pela cidade, ficam assustados com a clausura dos filhos e preocupados com o futuro deles, visto que houve uma mudança enorme de uma geração para outra. Antes havia um aparelho de TV para toda família e os adultos tinham prioridade. Hoje, segundo essa mesma pesquisa, se a família for assistir TV, em 64% das vezes é a criança quem decide o programa que será visto.

Esse também é outro comportamento observado nessa geração: as crianças mandam mais, sua opinião é levada mais a sério e os adultos preocupam-se em satisfazer seus pedidos. Elas têm total domínio do universo eletrônico, mandam e desmandam, desafiam todos os limites nas diversas fases dos jogos, morrem e renascem quantas vezes quiserem. Como não se acostumar, com tanto poder nas mãos?

Talvez estejamos formando uma geração menos disposta a correr riscos, na mesma medida em que aperta teclas e botões. O que observamos é que há uma disparada preferência entre esses garotos pelo mundo virtual e os encontros são cada vez mais através das telas. O futuro ainda não sabemos, mas podemos entender o desinteresse da garotada pelo mundo real, tão sem graça e incontrolável, porém, é nesse mundo que vivemos e nele esse jovem é mais um e não tem como dar pause, replay ou delete.
 
Fonte : Dra. Renata De Luca Publicado : 15/08/2011
Voltar
© 25/11/2007 - Paróquia São José / Diocese de Presidente Prudente SP - Fone (18) 3917 2500
Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvido por Delorean Tecnologia em Sistemas de Informação
www.deloreantecnologia.com.br - Contato (18)3222 6348