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Dicas de Saúde / Psicologia
 
Mau uso de antibiótico fortalece superbactéria
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Médicos am sobre o uso indiscriminado desses medicamentos. Com quatro casos registrados no estado, população precisa redobrar os cuidados

Com nome de superheroína e fama de vilã, ela ganhou os noticiários de todo o país, provocando medo e apreensão. Capítulo após capítulo, dia após dia, se espalha. Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Paraíba e Pernambuco. Na noite da última sexta feira, a Secretaria de Saúde anunciou: o estado tem quatro casos da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Três estão na UTI. A KPC ganhou o apelido de "super" por conseguir resistir a um grupo importante de medicamentos. Um sério problema que desafia os médicos e as indústrias farmacêuticas, põe pacientes em risco e se alimenta, entre outras coisas, de uma prática comum em casa e nos hospitais o uso indiscriminado de antibióticos.

A discussão é antiga, o problema é real e ameaça o presente e o futuro. A velocidade do desenvolvimento de drogas mais potentes é bastante inferior à rapidez com que bactérias e outros germes mutam e se tornam resistentes. Multirresistentes. Característica que, infelizmente, não se restringe à KPC. Tanto que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resolveu adotar normas mais severas à venda de medicamentos no Brasil. Comprar antibióticos, agora só com receita médica. E ela ficará retida na farmácia. A resolução será publicada no Diário Oficial da União nesta semana e entrará em vigor 30 dias após sua publicação.

Segundo informações da Rede Nacional de Monitoramento da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (Rede RM), a resistência microbiana vem aumentando em todo o mundo, principalmente no ambiente hospitalar. Internações mais longas e o uso de antibióticos mais tóxicos e mais caros são reflexos perversos do aumento da "blindagem" das bactérias às drogas criadas para combatê las. "No caso de algumas bactérias, já não há mais antibióticos capazes de combatê las", afirmou o infectologista Demétrius Montenegro.

"Qualquer bactéria resistente é perigosa. Qualquer infecção hospitalar é potencialmente grave", garante um dos mais renomados infectologistas de Pernambuco, o médico Vicente Vaz, que atende no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). Mas resistência, bem lembra Demétrius Montenegro, não significa, necessariamente, infecções sérias. Muito menos sentenças de morte. Além da virulência da bactéria, a gravidade do quadro depende de outros fatores, como o local onde a infecção se instala no organismo, o estado imunológico do paciente e tempo entre o início da infecção e o começo do tratamento. No Distrito Federal, dos 183 pacientes infectados pela KPC, 18 morreram. Nesse cenário, a racionalização do uso de antibióticos foi parar na ordem do dia.

Staphylococcus A mais encontrada em infecções de corrente sanguínea entre julho de 2006 e junho de 2008, em 97 hospitais de todo o Brasil, correspondendo a 47 de todas as notificações. O Staphylococcus aureus pode ser responsável por infecções graves como bacteremias (presença de bactérias na corrente sanguínea), pneumonias e endocardites (infecção que atinge uma membrana do coração)

Klebsiella pneumoniae segundo microorganismo mais encontrado em infecções de corrente sanguínea no mesmo período, correspondendo a 13 das notificações. A Klebsiella pneumoniae hospitalar é de difícil tratamento, devido ao grau de resistência a antibióticos. A Klebsiella pneumoniae carbapenemase é um tipo de Klebsiella com grau de resistência ainda maior

Pseudomonas aeruginosa Correspondeu a 11 de todas as infecções de corrente sanguíneas notificadas naquele período. É uma bactéria capaz de provocar infecções hospitalares graves. E frequentemente o elenco de antibióticos que conseguem combatê lasé muito restrito

Acinetobacter Comum em infecções hospitalares em muitas unidades de saúde, principalmente em UTIs. Capaz de provocar infecções. Leque reduzido de antibióticos úteis.

Enterobacter As enterobactérias são encontradas na flora normal do trato intestinal, estando relacionadas a pneumonias, infecções de corrente sanguínea, cirurgias e trato urinário.

Enterococcus Já foi responsável por focos localizados em Pernambuco. Capaz de causar infecções no trato urinário, em feridas cirúrgicas e na corrente sanguínea, a chamada bacteremia.

Fontes: Anvisa, Doenças Infecciosas e Parasitárias, de Sylvia Lemos Hinrichsen, e informações repassadas pelo infectologista Vicente Vaz
 
Fonte : Portal Católico Publicado : 24/10/2010
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