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Dicas de Saúde / Psicologia
 
Segurança no transporte das crianças
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Uma boa notícia: a Polícia Federal divulgou um levantamento constatando que os acidentes de carro com óbito de crianças menores de sete anos de idade diminuíram 41,2 no primeiro semestre de 2011, em todas as rodovias federais brasileiras.

O sucesso dessa estatística está diretamente associado à resolução número 277 do CONTRAN que obriga que o transportes das crianças seja feito no banco traseiro dos carros e com dispositivos de segurança individuais ou apropriados para os menores, as conhecidas cadeirinhas e os boosters (assentos elevatórios).

Todas as estatísticas mundiais coincidem com a brasileira, ou seja, é sabido que essas medidas diminuem os riscos de óbito nos acidentes com as crianças. Então, fica a pergunta: o que leva um motorista a transitar com criança no carro sem usar essas medidas de segurança? Quando olhamos ao lado nos faróis vemos criança pulando no banco de trás, em pé entre os bancos da frente, no colo de um adulto, dando tchau virada para o banco de trás, com o rosto no vidro da frente dos carros utilitários.

Esse comportamento só pode ser chamado de imprudência, resultante do famoso pensamento que coisa ruim só acontece com os outros. Tanto que outras estatísticas também comprovam que grande parte dos acidentes sem cinto de segurança acontecem perto das residências dos condutores. É a ida na padaria do bairro rapidinha, onde não se imagina que um acidente possa acontecer, como se eles mandassem um aviso antecipado.

Sejamos honestos: na correria diária, muitos economizam o tempo de parar e prender a criança e o fazem em grandes trajetos justificando esse comportamento com a ilusão de que nada acontecerá no caminho, pois o destino está próximo. Racionalmente não há qualquer lógica nesse argumento.
Nesse levantamento da PF não foi constatado diminuição de óbitos nas crianças de idade escolar (acima dos sete anos de idade), fase em que elas podem sair da cadeirinha e usar o cinto de segurança de adulto.

O departamento de segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo acredita que há um equívoco na resolução brasileira que vincula o uso dos equipamentos de segurança para as crianças com a idade e peso delas. Esse departamento acredita que o uso deveria ser associado à estatura das crianças exclusivamente e diz que evidências científicas mundiais recomendam o uso do cinto de segurança de adulto apenas quando a criança atingir 1,45 m. de estatura e conseguir encostar seus dois pés no chão do carro, o que ocorre normalmente a partir dos nove anos de idade.

Avançamos muito nesse assunto, mas ainda faltam adequações e principalmente, falta juízo dos adultos. Naquele período de maior fiscalização do uso desses dispositivos, onde todos correram para comprar cadeirinha, não por consciência, mas por medo de multa, ouvimos de muitos adultos que iriam por um caminho secundário para não passar pelo guarda de trânsito. É ou não é coisa de criança?
 
Fonte : Dra. Renata De Luca Publicado : 15/11/2011
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